Certezas que não existem, dúvidas crescentes, suposições infinitas que cada vez mais baralham a desarrumação da minha mente.
Amar e não ser amada? Para quê dar amor áquele que nada tem para me oferecer? Querer o que não posso ter e ter aquilo que não quero, uma ironia bastante ridícula.
A perfeição dos defeitos dum alguém que nos ilude e nos faz sentir inferiores. Defeitos que certamente tens, mas não deixas transparecer temendo desiludir aquele que te ama. Deveríamos amar pelas imperfeições desse alguém e não pela ilusão que nos transmite.
Sentimentos, sonhos e esperanças tudo aquilo que se partilha numa ilusão que até se pode tornar realidade mas que rapidamente terminará num terramoto de dor, sofrimento e lágrimas. Logo voltam as dúvidas: Foi ilusão ou realidade?
Não deverei chorar de arrependimento pelo que foi feito e sim sorrir orgulhosa por passar pela experiência, embora negativa, aprendendo através dos erros desta.
Aprendemos com os erros cometidos em cada vivênvia, tentando corrigir cada defeito e aperfeiçoando quem somos. Mas e se os erros cometidos anteriormente forem de tal forma graves que para além de angústia provoca ódio naqueles que nos rodeiam?
Incertezas voltam a surgir: pedir perdão e esperar que me aceitem ou começar de novo esperando que os próximos pecados sejam escassos evitando decepcionar aqueles que amo?
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Texto dedicado à Dániiê e à Flávia, pois sei que a minha amizade com elas é das poucas realidades de que posso ter a certeza.
:D
Kiss